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Utilizando
o Controle de Risco Pró-Ativamente
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A
idéia de utilizar pró-ativamente as medidas de risco
de mercado para administração de carteiras, em geral,
vão numa de três direções:
1.
Avaliar o desempenho
ajustado ao risco de traders, mesas de operação,
unidades de negócio, estratégias de investimento, fundos,
ou ativos.
2.
Impor controles
e limites operacionais
ao tamanho das posições, para manter os níveis de risco
compatíveis com o desejo dos acionistas da instituição.
3.
Sugestão de hedge ótimo para o risco dos
diversos mercados, sinalizando as operações capazes
de neutralizar a exposição da instituição, ou unidade
em questão a determinados mercados.
As
primeiras duas acabam direta, no primeiro caso, ou indiretamente,
no segundo caso, contribuindo para a alocação mais eficiente
dos recursos disponíveis na instituição, no sentido
de buscar as melhores aplicações para um determinado
nível de risco global. A terceira permite à instituição
isolar riscos de mercado indesejáveis (por exemplo decorrente
de operações comerciais) focando apenas nos riscos que
se disponha a tomar.
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Desempenho
Ajustado ao Risco
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Nesse
caso, é possível classificar-se investimentos alternativos
segundo um critério de retorno ajustado ao risco, permitindo
uma noção mais clara da relação entre expectativa de
ganho e risco incorrido nas operações praticadas pela
instituição.
Além
disso é possível otimizar-se a carteira buscando as
alocações que gerem o maior retorno esperado segundo
uma medida de risco escolhida: downside risk, volatilidade
(variância), valor-em-risco, semi-variância, etc., i.e.
gerar-se uma fronteira eficiente de retorno-risco.
Trata-se
de um importante instrumento gerencial no momento de
necessidade de redução e expansão da carteira em face
de um determinado limite de risco ter sido atingido,
e da alocação estratégica de recursos de longo-prazo.
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Limites
de Risco
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Nesse
caso, limita-se o tamanho das posições que possam ser
formadas pela magnitude do risco. Isso contribui para
manter em boa forma a saúde financeira das instituições,
e o patrimônio dos acionistas, que, em geral, não gostam
de ver oscilações significativas de sua riqueza da noite
para o dia.
Ao
impor limites restritivos, contudo, obrigam-se os operadores
a escolher de maneira mais eficiente os ativos a serem
colocados na carteira. Isso porque será decisivo o nível
de risco incorrido por cada posição entre alternativas
de resultado esperado semelhante. Trata-se da criação
de uma estrutura de incentivos na direção de otimizar
a relação desempenho/risco dos investimentos feitos
pela instituição.
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Hedge
Ótimo
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Sugere-se
o hedge ótimo que deve ser feito no caso de uma turbulência
no mercado, a fim de defender a posição, e sinaliza
para os traders a equivalência em termos de risco entre
os diversos instrumentos.
Além
disso, permite que apenas os riscos de interesse sejam
tomados, isolando posições herdadas de operações comerciais,
sem fins especulativos.
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