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A armazenagem
de dados para controle de risco dividi-se em 4 tópicos:
-
dados
de preços e índices de mercado
-
dados
de posições da instituição financeira
-
resultados
do sistema de risco e de P&L ao longo do tempo
-
dados
relativos a procedimentos operacionais
Dados
de Mercado
Constituem-se
de cotações de ativos negociados em bolsas, taxas de
juros, e preços dos contratos negociados em balcão.
Essas informações constituem peças fundamentais para
se obter o valor diário da carteira da instituição (marcar
a mercado), no presente e no passado. Também constituem
a matéria-prima do cálculo de volatilidades e correlações
dos fatores de risco e são fundamentais para simulações
históricas. Em princípio, são dados comuns a todos os
agentes do mercado e as informações são públicas.
Dados
de Posições
Referem-se
aos ativos detidos pela instituição financeira em suas
carteiras. A matéria-prima são os registros das operações
feitas a cada dia que devem ser processadas a fim de
se obter o estoque diário de cada papel disponível na
carteira.
Essa informação
é privada, de caráter estratégico e revela as idiossincrasias
de cada instituição. Do ponto de vista de um sistema
de risco bem montado, não só as posições atuais da carteira
devem estar disponíveis, como também as posições ao
longo do tempo devem ser de fácil recuperação.
Isso porque,
para se reconstituir o valor da carteira da instituição
num momento passado, e, portanto, para se calcular seu
risco (seja de mercado, crédito, etc) no passado, é
indispensável que tantos preços e cotações, quanto as
posições de cada dia estejam disponíveis.
Resultados
do Sistema de Risco
É fundamental
para a calibragem e aferição do sistema de risco o armazenamento
dos resultados diários da mensuração de risco. Isso
implica não apenas guardar as medidas de risco, como
os cenários de stress e perdas em stress, tanto para
o agregado da instituição, como para as carteiras (ou
books) individuais das mesas, dos traders, e
das unidades de negócio. Também é importante a segregação
do risco por fator de risco e, se possível, até por
instrumento.
Por que
guardar tanta informação? Pois só assim será possível
encontrar os pontos fracos da modelagem de risco e,
no caso do back-testing, indicar sua sub ou super-avaliação.
Por exemplo, se o risco agregado estiver superdimensionado,
pode haver problemas na modelagem de um instrumento
específico, de um mercado, de um fator de risco ou de
uma unidade do conglomerado e apenas com a informação
mencionada será possível localizá-la.
Procedimentos
Operacionais
Ainda
não existe consenso sobre como medir risco operacional.
Existem mais tentativas pontuais, e principalmente o
uso de informações de falhas em procedimentos (sejam
humanos, burocráticos, ou computacionais) para se tentar
descobrir possíveis fontes de problemas.
Se são
falhas passíveis de correção, isso pode ser feito após
o diagnóstico do problema (por exemplo, falhas processuais
ou tecnológicas). Se são falhas, ou eventos sistemáticos
(roubo de cartões de crédito, roubo de cheques) esses
devem ser passíveis de mensuração e provisionamento
por parte da organização.
A grande
questão é que, qualquer que seja a abordagem dado ap
problema do risco operacional, a presença de dados é
fundamental mesmo em análises qualitativas.
Conclusão
A fase
mais sofrida da implementação de um sistema de risco
é a captura de dados e posições, operacionalização do
mapeamento das posições em fatores de risco e automatização
do processo, uma vez que, em geral, tem que ser feita
rapidamente para se começar a medir risco. Por outro
lado, certamente a parte mais trabalhosa e demorada
é a montagem de uma estrutura eficiente de armazenamento
e recuperação desses dados.
Em geral,
este tipo de demanda envolve um investimento grande
em infra-estrutura de banco de dados, e em mão-de-obra
altamente qualificada em tecnologia de informação.
No médio
e longo prazos, contudo, os resultados de qualquer sistema
de mensuração, controle e gestão de riscos são absolutamente
dependentes do surgimento de uma cultura de coleta e
armazenamento de dados. Só assim se consegue avaliar
retrospectiva e criticamente o desempenho da instituição
financeira não apenas em termos quantitativos (retorno),
mas também e em termos qualitativos (risco incorrido),
potencializando, desta forma, o processo de identificação
das áreas de excelência na administração dos recursos
o qual orientará a tomada de decisão sobre o destino
dos recursos a serem investidos futuramente, além, é
claro, de identificar fontes de problemas que precisem
de correção.
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