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Filosofia

Metodologia de Stress

Quando se fala em metodologias de avaliação de perdas em stress, em geral, tem-se preocupação com situações atípicas de mercado e eventos extremos. Em geral, esse tipo de fenômeno não é bem capturado por metodologias do tipo de um Valor-em-Risco paramétrico. 

Isto principalmente por dois efeitos:

  1. pelas não-linearidades dos instrumentos derivativos;
  2. pela escassez de eventos extremos comparitivamente ao todo da amostra, impedindo que as estimativas dos parâmetros reflitam esses eventos.

Quanto à alínea (1), pode-se utilizar metodologias baseadas na Teoria de Valores Extremos e, ainda assim, obter-se um VaR paramétrico de boa qualidade. Quanto às não-linearidades da carteira, restam poucas alternativas além do emprego de algum tipo de full-valuation (sob cenários fixos, simulação histórica, ou simulação de monte-carlo), principalmente no caso dos derivativos constituírem uma parte significativa da carteira.

Sobre a Teoria de Valores Extremos, você encontra alguns trabalhos em artigos científicos. Sob a parte operacional da full-valuation, isto é, da reavaliação de toda a carteira com base num cenário básico, você encontra detalhes na seção sobre metodologia

Resta discutir como o RiskTech.com pode ajudá-lo a definir cenários de stress.

Definição de Cenários

A definição de cenários de stress é um ponto crucial de qualquer metodologia de stress. Certamente vale a máxima "garbage-in, garbage out" e algum cuidado deve ser tomado.

Como o cenário de stress não necessariamente deve apresentar relação com o passado, já que tenta capturar descontinuidades e rupturas, muitas instituições preferem montá-lo prospectivamente, através de um Comitê de Risco que se reúne, discute e fixa um determinado cenário consensual entre seus participantes. A idéia de se ter um Comitê trata exatamente de tentar trazer objetividade para a montagem do cenário, que deverá ser resultante da interação, experiência e percepção de todos os seus membros.

Este tipo de arranjo, contudo, baseia-se num único cenário e sempre está sujeito à critica da subjetividade. A forma de eliminar esse componente de subjetividade consiste na utilização, de alguma maneira, de dados históricos, para apoiar objetivamente essa opção.

É aqui que a ferramenta oferecida pelo RiskTech.com pode contribuir, agregando informações objetivas à definição de cenários de stress.

Cenários do RiskTech.com

A contribuição do RiskTech.com para o cálculo de perdas em stress é a sua ferramenta de pesquisa de cenários históricos. Através dela você encontra várias opções que lhe permitem construir cenários de stress customizados, de acordo com suas preferências: 
  1. através da opção amostragem individual/conjunta você pode escolher o pior/melhor cenário para cada variável, individualmente, ou procurar o pior/melhor cenário para o índice de risco.
  2. as buscas podem ser feitas em termos de valores nominais absolutos para as variáveis (por ex. a maior/menor cotação do dólar observada), ou em termos de maior variação de 1 dia (por ex. maior/menor variação percentual apresentada pela cotação do dólar em um dia).
  3. os resultados podem ser apresentados como cenários com valores nominais atribuídos a cada uma das variáveis ou em termos de perdas percentuais produzidas a um capital exposto a suas oscilações.

Com essas opções é possível, utilizar um banco de dados histórico para balisar a construção de um cenário de stress mais objetivo.

Futuramente esta ferramenta colherá cenários utilizados pelos players do mercado e disponibilizará seu valor médio, ou seja, uma estimativa do cenário de stress vislumbrado pelo mercado. Além disso, será possível levantar-se uma sequência com os piores cenários passados, permitindo uma análise de stress mais apurada segundo várias alternativas. 

Cálculo da Perda em Stress

Definidos o(s) cenário(s) a serem utilizados, as variáveis secundárias devem ser computadas (por exemplo, preços de ações podem ser definidos com base no Ibovespa - veja em metodologias) e a carteira deve ser completamente reavaliada em cada situação, com a diferença para seu valor de mercado corrente sendo computada em cada uma delas. 

Se apenas um cenário for utilizado, o resultado já é diretamente a perda em stress. No caso de um conjunto deles ser utilizado, é possível se obter uma distribuição empírica para a perda em stress, e estatísticas como média, desvio-padrão, quantis, etc..

O resultado deve ser lido: 

no caso de 1 único cenário: quanto a minha carteira perderia hoje, caso o cenário de stress fixado se manifestasse? 

no caso de múltiplos cenários: (por exemplo, os 1% piores resultados no passado) qual seria a distribuição das perdas da minha carteira, hoje, para o caso dos 1% piores cenários já observados? (repare que é necessária uma quantidade realmente grande de dados para viabilizar essa alternativa)



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