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Índice
de Risco Global |
O
índice global de risco pretende trazer uma medida do
"aquecimento" ou do potencial de oscilação do mercado
brasileiro. Para mercados individuais, elegem-se
fatores
representativos de risco, e é possível monitorá-los independentemente.
Para o mercado financeiro como um todo, elege-se o índice
global de risco, que é uma carteira composta por ativos nos
diversos mercados individuais (câmbio, bolsa, taxas de juros,
etc).
Diferentes instituições (Asset Managements, Fundos de
Pensão, Tesourarias) possuem objetivos diferentes, e portanto,
carteiras diferentes nos diversos mercados. Isso coloca o problema
de encontrar um único índice, que reflita igualmente o risco
de mercado focado por todas as instituições.
Para solucionar este problema, o
termômetro de risco foi construído de maneira a permitir
uma configuração
particular dos pesos atribuídos a cada fator de risco, permitindo
o cálculo de um índice de risco global flexível, e representativo
do aquecimento do mercado focado por cada instituição individualmente.
Note que o que o termômetro se propõe a fazer não é quantificar
o VaR da carteira de sua instituição. O VaR de uma carteira
de ativos depende de sua composição, da volatilidade dos ativos
que a compõe, e da estrutura de correlação entre eles. A proposta
do termômetro de risco é avaliar apenas as características de
risco dos mercados (volatilidades e correlações), isolando
mudanças na composição da carteira.
Por isso, recomenda-se que a configuração dos pesos referentes
aos mercados de risco onde sua instituição opere seja feita
periodicamente, para garantir representatividade do índice,
mas não diariamente, para permitir o acompanhamento das
características de risco do mercado, e não das posições,
o que os sistemas de risco internos já fazem.
Mais uma vez, a idéia da personalização da composição do
índice de risco é apenas permitir ao termômetro refletir mais
precisamente o risco de mercado relevante para cada instituição.
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